Contretemps, 2020

Contretemps (2020) is a project developed during a residency at the Cité internationale des arts, in Paris (FR), between January and March 2020, as a result of the first place of the Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporanea 2019 . A research that takes as a starting point the possibilities of translation of the word contretemps, both in French, English and Portuguese to generate a experimental process that unfolds in series of collages, photographic series, objects, sound installations, videoperformances, artist books and interventions in printed matter. Contretemps was organized and released as a book, which functions both as a visual diary and as a printed open studio, since this type of event cannot take place during the residency due to the pandemic and the confinement.
Contratempo é um projeto desenvolvido durante residência na Cité internationale des arts, em Paris (FR), entre Janeiro e Março de 2020, como resultado do primeiro lugar do prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea 2019. Uma pesquisa que toma como ponto de partida as possibilidades de tradução da palavra contretemps, tanto em francês, quanto em inglês e português para gerar um processo experimental que se desdobra em séries de colagens, séries fotográficas, objetos, instalações sonoras, videoperformances, livros de artista e intervenções em impressos. Contretempos foi organizado e lançado como livro, que funciona tanto como um diário visual como também como um open studio impresso, já que este tipo de evento não pode acontecer durante a residência devido a pandemia e o confinamento.
Contretemps (2020-2021). 14x21 cm. 288 pages. Published by zero-Editions.
Contretemps (Interruption #31012020). 60x85 cm. Inkjet print on photographic paper.

A contretemps is a dance step, it's an unexpected event. It's an apparition. the busy line, the warning sign. The police sirens, the general strike, the protesters' cries. it's the delay, the change of direction and the words that disappear. it is a sound in the middle of the night, a light that invades the space. How to manage the unpredictable? How to exhaust a place? How to confront images? How to disarrange events? How to transform a contretemps, an interruption, a suspension, an intervention, a blockade, a barrier into something? how to materialize the undefined? how to translate the unforeseen? how to register chance? how to re-signify leftovers? how to measure time with images? a contretemps is a minefield, it's a map without coordinates, it's the city as a puzzle. A labyrinth. it is the missing page, it is what was not finished, it is a closed studio, it is the speed of days. it is a process that happens in the streets, between what i see and what looks at me. the walls and the layers of images. a thousand sheets of remains of the city. it is the found messages and the signs. the folds in the artist's portrait. a game of images. a game of barriers. a game of relations. A contretemps is the wall and the other side of the wall. It is a construction site in the center of the city. It is the montagem from the dismontage. It is an image that appears and disappears, an unstable image, an image that cannot be read. A contretemps is a turbulence, an overlap, a shock, and a spark. It is a nameless face, it is the unknown, the indecipherable. It is the march 13, the pandemic, and the confinement. It is the exchange of the real for the virtual. It is a perfume of the end of the world. It is images that deform, images like barriers. A book like a bottle thrown into the sea.


Um contratempo é um passo de dança, um acontecimento imprevisto. É uma aparição. a linha ocupada, o sinal de aviso. As sirenes da polícia, a greve geral, o grito dos manifestantes. É o atraso, a mudança de direção e as palavras que desaparecem. É um som no meio da noite, é uma luz que invade o espaço. Como administrar o imprevisível? Como esgotar um lugar? Como confrontar as imagens? Como desarrumar os acontecimentos? Como transformar um contratempo, uma interrupção, uma suspensão, uma intervenção, um bloqueio, uma barreira em alguma coisa? Como materializar o indefinido? Como traduzir o imprevisto? Como registrar o acaso? Como ressignificar os restos? Como medir o tempo com imagens? Um contratempo é um campo minado, é um mapa sem coordenadas, é a cidade como um quebra-cabeças, como um labirinto. É a página que falta, é o que não foi terminado, é um ateliê fechado, é a velocidade dos dias. É um processo que acontece nas ruas, entre o que eu vejo e o que me olha. Os muros e as camadas de imagens, um mil folhas de restos da cidade. São as mensagens encontradas, os sinais e as dobras no retrato do artista. Um jogo de imagens. Um jogo de barreiras. Um jogo de relações. Um contratempo é o muro e o outro lado do muro. É um canteiro de obras no centro da cidade. É a montagem a partir da desmontagem. É uma imagem que aparece e desaparece, uma imagem instável, uma imagem que não pode ser lida. Um contratempo é uma turbulência, uma sobreposição, um choque e uma faísca. É um rosto sem nome, é o desconhecido, o indecifrável. É o treze de março, a pandemia e o confinamento. É a troca do real pelo virtual. É um perfume de fim do mundo. são imagens que se deformam, imagens como barreiras. Um livro como uma garrafa jogada no mar. 

contretemps, romeu silveira, jr, perrotin tokyo, exhibition, book
Contretemps (Ephemera #1). 60x85 cm. Various dimensions of prints on cardboard paper.

contretemps, romeu silveira, jr, perrotin tokyo, exhibition, book
Contretemps (Ephemera #2). 60x85 cm. Various dimensions of prints on cardboard paper.

contretemps, romeu silveira, jr, perrotin tokyo, exhibition, book
Contretemps (Interruption #13032020). 60x85 cm. Inkjet print on photographic paper.